domingo, março 11, 2007


Um foto bonitinha minha, só pra sair da rotina^^

Soneto a quatro-mãos

Tudo de amor que existe em mim foi dado
Tudo que fala em mim de amor foi dito
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.

Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.

Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.

Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.

Vinicius de Moraes / Paulo Mendes Campos

http://www.fabiorocha.com.br/vinicius.htm

Meu gatinho de bruxa!!!

É bom ter peito, né amiga??
O que o carnaval não faz com as pessoas??? :P
Meus siris lindinho!!!! Os chamo de Barbosinhas ^^ (Barboooosa)
A Ale fica me zoando, dizendo que eu quero ser Ariel, só porque pinto o cabelo de vermelho e crio siris -.-


Faça feio. A revista da mulher moderna...
...mas sem jeito.
Hoje vamos aprender a receita de um bolo/pudim de coco/aipim queimado e gelado que fica mais ou menos! Com a nossa cheff Alessandra!!!
Detalhe, era pra ter saido um simples bolo de coco...mas dai o resultados....Só a gente sabe!!!!hahaha
Valeu Ale!!!! Mas ficou gostoso sim. Acabou no mesmo dia!!!!!

sábado, março 10, 2007


Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade, e eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem os meus amigos. Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências. A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Essa mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas porque não os procuro com assiduidade não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é
delicioso que eu sabia e sinta que os adoro, embora não o declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo (para a loucura ou para o suicídio)! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, maior fruto de meu egoísmo do que por quanto eles souberam tornar-se a mim tão caros. Mas como as duas coisas se confundem, eu alivio a minha consciência.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto a mim, compartilhando daquele prazer. Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos que sabem que são meus amigos, e, principalmente, os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos.
A gente não faz amigos; reconhece-os.

Vinicius de Moraes


http://pt.wikipedia.org/wiki/Amor
"Em meus momentos escuros/ em q em mim nao ha ninguém/ E tudo é nevoas e muros/ Quanto a vida dá ou tem// Se um instante erguendo a fronte/ De onde em mim sou aterrado/ Vejo o longínquo horizonte/ Cheio de Sol posto ou nado// Revivo, existo, conheço/ E, ainda q seja ilusão/ O exterior em que me esqueço/ Nada mais quero nem peço/ Entrego-lhe o coração"